A Seleção Argentina de Futebol entra em campo neste sábado (11) para enfrentar a Seleção Suíça de Futebol pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026. Além da chance de seguir na luta pelo bicampeonato consecutivo, a equipe comandada por Lionel Scaloni chega ao confronto com um dado curioso.
De acordo com um levantamento baseado no Ranking da Fédération Internationale de Football Association antes do início do Mundial, a Argentina teve, até aqui, o caminho teoricamente mais acessível entre todas as seleções que permanecem na competição.
Caso avance às semifinais, a Albiceleste terá alcançado a penúltima fase sem enfrentar nenhuma seleção que figurava entre as 15 primeiras colocadas do ranking mundial.
Na trajetória até as quartas de final, a Argentina venceu Argélia, Jordânia, Áustria e Cabo Verde. Agora, terá pela frente a Suíça, que ocupava a 19ª posição no Ranking da FIFA antes da Copa.
A média de colocação dos adversários argentinos é de 38,3, a mais alta entre os classificados às quartas de final — o que, nesse critério, representa um grau de dificuldade teoricamente menor.
A Seleção Inglesa de Futebol aparece logo atrás no levantamento.
Os ingleses enfrentaram Croácia, Gana, Panamá, República Democrática do Congo e México antes do duelo contra a Noruega. A média das posições de seus adversários é de 34,8.
No extremo oposto está a Seleção Norueguesa de Futebol.
A equipe liderada por Erling Haaland enfrentou uma das campanhas mais difíceis do torneio, cruzando com três seleções que estavam entre as dez melhores do mundo antes da Copa: França, Brasil e Inglaterra.
A média de posição dos adversários noruegueses é de 19,7, a menor entre todos os times ainda vivos na competição, indicando o percurso mais exigente até as quartas de final.
Embora os números indiquem um caminho teoricamente mais favorável para a Argentina, o levantamento considera apenas a posição dos adversários no Ranking da FIFA antes do início da competição e não leva em conta o desempenho apresentado pelas seleções durante o Mundial.
O levantamento mostra como o chaveamento pode influenciar a trajetória de uma seleção em uma Copa do Mundo. No papel, a Argentina encontrou adversários de menor expressão no ranking internacional, enquanto equipes como a Noruega precisaram superar verdadeiras potências para seguir vivas.
Mas a história das Copas ensina que favoritismo e ranking nem sempre entram em campo. Em mata-mata, basta uma atuação inspirada ou um detalhe para mudar completamente o rumo da competição. Agora, nas quartas de final, o nível sobe para todos, independentemente do caminho percorrido até aqui.
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