Sete jogadores do Sport Club Jaraguá foram suspensos preventivamente por 30 dias após suspeitas de manipulação de resultados na goleada por 8 a 1 sofrida diante do Juventus de Jaraguá do Sul, pela 13ª rodada da Série B do Campeonato Catarinense.
A medida foi solicitada pela Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina (TJD-SC), após a Unidade de Integridade do Futebol Brasileiro (UIFB), vinculada à CBF, encaminhar um relatório da empresa especializada Sportradar AG apontando "evidências claras e contundentes" de possíveis irregularidades envolvendo apostas esportivas.
Segundo o documento, foram identificadas movimentações incomuns em plataformas de apostas indicando que o Sport Club Jaraguá perderia por pelo menos sete gols de diferença e que a partida terminaria com oito ou mais gols marcados.
As apostas consideradas suspeitas começaram ainda durante o andamento do jogo. Quando o placar marcava 4 a 0 para o Juventus, o mercado registrou um volume elevado de apostas prevendo uma derrota ainda mais elástica da equipe visitante.
De acordo com a Sportradar, 90% do volume de apostas simples no mercado de handicap foi direcionado para uma vitória do Juventus por seis ou mais gols. Já no mercado de total de gols, 92% das apostas apontavam que a partida terminaria com pelo menos sete gols.
O relatório também destaca lances específicos considerados suspeitos durante a partida. Entre eles, um pênalti cometido por Eduardo Vinicius Alves Pimentel e falhas defensivas atribuídas a Jonatas da Silva Santos, Jesse Alef Lima dos Santos e Bernardo Dagostin Bongiolo nos gols que ampliaram o placar para 7 a 1 e, posteriormente, para 8 a 1.
Além desses atletas, também foram suspensos Andrigo Borges Braga, Emerson Teofano da Costa e Wendel Silva Teixeira. Segundo o relatório, os três já haviam sido citados em investigações envolvendo partidas suspeitas entre 2022 e 2024, quando defendiam outros clubes.
O caso será analisado em caráter prioritário pelo Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina. Paralelamente, o relatório da UIFB foi encaminhado, sob sigilo, ao Ministério Público de Santa Catarina e à Polícia Federal, que também apuram possíveis crimes relacionados ao esquema.
Em nota oficial, o Sport Club Jaraguá afirmou que repudia qualquer prática ligada à manipulação de resultados e garantiu que irá colaborar integralmente com as investigações.
"A integridade é inegociável. O clube não compactua com qualquer tipo de fraude esportiva ou prática ilícita relacionada às apostas", destacou a equipe em comunicado.
Caso as irregularidades sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder tanto na esfera esportiva quanto na Justiça comum, com possibilidade de punições que incluem suspensão, banimento do futebol e responsabilização criminal.
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