Domingo, 16 de Agosto de 2026
Esportes COPA DO MUNDO 2026

Espanha supera a Argentina na prorrogação e conquista o bicampeonato mundial após 16 anos

Ferran Torres sai do banco para marcar o gol do título, enquanto a Fúria domina a decisão e volta ao topo do futebol mundial com campanha histórica.

20/07/2026 10h39
Por: Redação Fonte: Agência Brasil
(Foto:REUTERS/Hannah Mckay)
(Foto:REUTERS/Hannah Mckay)

A Espanha voltou a escrever seu nome na história do futebol mundial. Neste domingo (19), a seleção espanhola derrotou a Argentina por 1 a 0 na prorrogação e conquistou o segundo título da Copa do Mundo, encerrando um jejum de 16 anos desde a histórica campanha de 2010.

O único gol da decisão foi marcado por Ferran Torres, que entrou no segundo tempo e decidiu a final em Nova Jersey. O resultado coroou uma atuação dominante da equipe comandada por Luis de la Fuente, que controlou praticamente toda a partida diante da atual campeã do mundo.

Espanha domina do início ao fim

Apesar do placar apertado, a superioridade espanhola ficou evidente durante os 120 minutos de jogo. A equipe manteve a posse de bola, pressionou constantemente a saída adversária e criou as principais oportunidades da final.

Ainda na primeira etapa, Lamine Yamal, Dani Olmo e Mikel Oyarzabal levaram perigo ao gol defendido por Emiliano Martínez. A Argentina, por outro lado, encontrou enormes dificuldades para construir jogadas ofensivas e sequer conseguiu finalizar na direção do gol antes do intervalo.

O panorama permaneceu o mesmo no segundo tempo. A Espanha seguiu empilhando chances, obrigando Dibu Martínez a realizar importantes defesas para manter os argentinos vivos na decisão.

Expulsão aumenta pressão sobre os argentinos

Nos acréscimos da etapa final, a situação da Argentina ficou ainda mais complicada. Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo após uma entrada dura sobre Pau Cubarsí e deixou a equipe com um jogador a menos para a prorrogação.

Mesmo com a vantagem numérica, a Espanha precisou insistir para furar o bloqueio argentino.

Ferran Torres decide o Mundial

O gol do título saiu logo no início da segunda etapa da prorrogação.

Pedro Porro cruzou da direita, Nico Williams ajeitou para trás e Ferran Torres apareceu livre para finalizar de primeira e vencer Emiliano Martínez, garantindo a segunda estrela da seleção espanhola.

Pouco depois, o atacante ainda voltou a balançar as redes, mas o lance foi anulado por impedimento.

Somente nos minutos finais da prorrogação a Argentina conseguiu pressionar. Lionel Messi liderou as últimas investidas da equipe sul-americana, mas a sólida defesa espanhola segurou a vantagem até o apito final.

Nova geração confirma protagonismo

A conquista reforça a força da renovação promovida pela Espanha. Com uma das médias de idade mais baixas da competição, a equipe reúne jogadores que devem seguir como protagonistas do futebol mundial pelos próximos anos.

Nomes como Lamine Yamal, Pedri, Gavi, Nico Williams e Pau Cubarsí simbolizam uma geração que já entrega resultados e chega fortalecida para a Copa do Mundo de 2030, que terá a própria Espanha como uma das sedes.

Yamal, aos 19 anos, também entrou para a história como um dos campeões mundiais mais jovens de todos os tempos, consolidando seu status de principal estrela da nova Fúria.

Conquista rende marcas históricas

Além do bicampeonato mundial, a Espanha alcançou feitos expressivos com a vitória sobre a Argentina.

A seleção tornou-se a primeira da história a deter simultaneamente os títulos das Copas do Mundo masculina e feminina, após o título conquistado pelas mulheres em 2023.

Outro recorde veio com a campanha invicta. A vitória na final levou a Espanha a 38 partidas consecutivas sem derrota, estabelecendo a maior sequência de invencibilidade já registrada entre seleções nacionais e superando a marca anteriormente pertencente à Itália.

Messi encerra trajetória em Copas

Do lado argentino, a derrota marcou a despedida de Lionel Messi dos Mundiais. Aos 39 anos, o camisa 10 disputou sua sexta Copa do Mundo e encerrou uma das carreiras mais vitoriosas da história da competição.

Campeão em 2022, vice em 2014 e novamente finalista em 2026, Messi deixa os gramados das Copas como um dos maiores jogadores de todos os tempos e o segundo maior artilheiro da história do torneio, encerrando um ciclo que marcou uma geração inteira do futebol mundial.

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